terça-feira, 12 de janeiro de 2016

DIAS ATUAIS




Imagem: Google Imagens



“O mundo evoluiu”. “Estamos no século XXI”. “Estamos conectados.” São frases que ouvimos cotidianamente. Mas será que elas fazem realmente sentido? A resposta é não! Digo isso porque se o mundo tivesse evoluído não estaríamos vivendo ainda na barbárie.

 Aí você vai dizer que exagero. .. Eu aceito seu posicionamento se você  me explicar porque todos os dias somos bombardeados pelos meios de comunicação divulgando casos e mais casos de pais que matam seus filhos,  de pessoas que perseguem, agridem e ou  matam seus cônjuges,  de pessoas que bebem voluntariamente e depois destroem a vida de semelhantes nas estradas, de jovens entregues ao vício, de grupos separatistas. É ou não é uma barbárie. É tanta guerra, tanto atentado, tanta disputa, tanto terrorismo... e tudo isso  em pleno século XXI, dá pra acreditar. 


São séculos de evolução tecnocientífica e parece que praticamente os mesmos séculos de inércia ao desenvolvimento. Como explicar que mesmo sabendo como melhorar ainda permanecemos repetindo padrões que só levam ao caos? Não tenho a pretensão de responder essa questão dada sua complexidade, mas me atrevo a afirmar sem medo que a resposta parte da nossa incapacidade de viver em sociedade, ou seja, deveríamos ser um grupo de seres que vivem em colaboração mútua, mas em vez disso vivemos em competição. 


É triste ver que em vez de selecionar bons assuntos forçando os meios de comunicação a produzir conteúdo melhores, nós simplesmente damos ainda mais audiência a programas que só trazem desgraça. Quando fazemos isso estamos valorizando aquilo que deveríamos repudiar. Pense bem, que tipo de contribuição a divulgação sensacionalista da barbárie traz pra nossa vida? Nenhuma, mas se em vez de dar audiência a programas policiais fizéssemos abaixo assinados, palestras em escolas e associações, assistíssemos as reuniões de vereadores e exigíssemos nossos direitos, se visitássemos orfanatos e asilos a desordem certamente teria um declínio.


Mas nada poderá ser feito pra mudar a situação atual se seguirmos o ritmo do “mundo conectado”. Digo isso porque a internet nos conecta a vários universos, mas ela também nos afasta em abismos cada vez mais íngremes. Duvida? Então tire um minuto e olhe ao seu redor. Observe quantas pessoas estão vidradas no smartphone. Conte quantas pessoas lhe cumprimentam ao longo do dia e quantas pessoas largam o celular pra sentar e bater um papo, olho no olho. A resposta é óbvia e imediata e a afirmação “Vivemos num mundo conectado” é paradoxal e ao mesmo tempo verdadeira porque estamos cada dia mais conectados com tudo. Mas o que preocupa é que mais importante do que simplesmente se conectar é entender que precisamos selecionar aquilo que nos faz crescer e usar esse conhecimento para melhorar as nossas vidas, não para simulá-la. “Curtiu”?  

L.L. Gonçalo.

Um comentário:

  1. Para encontrar respostas ás questões existenciais é preciso sempre partir da origem do Ser e refletir sobre sua destinação, a própria condição humana já traz em si o fator negativo na superficie e o positivo apenas em potencial, mas que precisa ser desenvolvido, por isso a banalidade do mau e a rarefação do bem. Por enquanto os únicos fatores positivos que se destacam como contribuição positiva é a Evolução Cientifica e o desenvolvimento do Conhecimento, mas curiosamente grande parte dos envolvidos negam ou desconhecem a Evolução Essencial, aquela que irá extinguir o fator negativo e inaugurar uma nova etapa no ciclo da origem humana...

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